Aos 81 anos e com quatro títulos mundiais pelo Brasil, em
diferentes funções, ele está animado para a Copa e diz que, no momento,
é apenas torcedor
Por SporTV.com
Rio de Janeiro
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Mário Jorge Lobo Zagallo está se acostumando com a ideia de ser apenas
torcedor. Dono de quatro títulos mundiais com o Brasil, dois como
jogador (1958 e 1962), um como técnico (1970) e o último como
coordenador técnico (1994), ele acompanha os preparativos para a Copa do
Mundo de 2014 a uma certa distância, diferentemente do que gostaria.
Aos 81 anos, ele revelou em entrevista ao SporTV que gostaria de estar mais próximo da seleção brasileira.
Mário Jorge Lobo Zagallo, tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira (Foto: Reprodução/SporTV)
Zagallo afirmou que vai estar no Mundial e mostrou otimismo ao
declarar, sem receio, que o Brasil será hexacampeão. Questionado se
gostaria de colaborar mais de perto com a Seleção, ele não escondeu o
desejo, mas deixou claro que isso só seria possível se ele fosse
convidado a assumir algum cargo.
Gostaria (de estar junto da Seleção), mas no momento minha posição é torcer, torcer e torcer"
Zagallo
- Não posso responder esta pergunta porque jamais na minha vida me
ofereci a fazer parte de alguma delegação. Claro que você estando junto
com a Seleção, eu gostaria, mas, no momento, minha posição é torcer,
torcer e torcer - disse.
Zagallo fala do título com muita convicção. Para ele, o Brasil não vai
repetir a frustração de 1950, quando perdeu a final da Copa do Mundo
dentro de casa, ao ser derrotado por 2 a 1 para o Uruguai.
- Vamos ganhar e isso vai ser de grande importância para todos os
brasileiros. Perdemos a Copa de 50, mas a de 2014 não, a de 2014 é
nossa!
Zagallo disse ainda que Luiz Felipe Scolari,
o restante da comissão técnica e os jogadores que forem chamados por
Felipão devem estar preparados para a pressão, considerando que a
cobrança vai ser ainda maior pelo fato de o próximo Mundial ser
disputado no Brasil.
- Quem vai representar o Brasil no seu próprio país não pode ter outro
resultado senão a vitória. O Brasil tem que ganhar, seja com quem for,
no caso, Felipão e Parreira. |